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Reestruturação 2000 12 Março, 2008

Posted by riccco in Universidade.
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Num momento em que se reúne para elaborar novos Estatutos da UAlg., apresenta-se um texto da velho_restelo.jpgreestruturação dos Estatutos da UAlg em 2000 e de como se pretendia na altura mudar, numa perspectiva própria, a estrutura da UAlg e passados 8 anos volta-se à mesma posição sem que nada se tenha evoluído e apresentando-se a mesma perspectiva de estagnação, apesar das exigências da nova Lei RJIES na sua constituição bem como nas disposições transitórias (será tema para outro artigo).

Já aquela altura nas reuniões, se fez referências à união de os dois sistemas em unidades orgânicas, tendo em conta Bolonha.

 

… ” o processo de reestruturação da U.Alg. começou, por parte do Sr Reitor, porque se tinha atingido uma altura na U.Alg., principalmente no sub-sistema Universitário, em que a situação assim como estava não era a melhor. Há a necessidade de agrupar ou reagrupar de forma coerente e concisa, as massas criticas, não deixando tudo na mesma.

Como um colega disse na altura: “do modo que isto está encaminhado, não é uma reestruturação é uma remediação!”.

Existe quem defenda que a reestruturação devia começar pela constituição de Departamentos, e que essa seria a melhor forma. Já que isso não foi feito, então vamos imaginar como devíamos reunir essas pessoas, e essa massa critica em Faculdades.

A Faculdade de Economia é à partida uma realidade adquirida, aparentemente, pois reúne sobre si a devida massa critica.

Por outro lado ninguém contesta a separação das UCEH, como Unidade apenas, pois a massa critica que ali existe era análoga. No entanto como é que ela se deve reunir em relação ao resto da U.Alg.? Quanto aos cursos de Ciências Sociais e Humanas não haverá grandes dúvidas, quanto muito a médio-longo prazo poderia existir a ideia da formação de uma Faculdade de Educação com todos os cursos de ensino da U.Alg.. No que toca ao resto, não se deverá reunir a massa critica da U.Alg. em termos de ciências básicas, Matemática, Física, Química, Biologia, e o mesmo se passar para as engenharias? Vejam o exemplo que existe noutras Universidades bem como a existência duma ordem socio-profissional, a Ordem dos Engenheiros, que reúne todas elas e que desenvolve trabalhos e projectos de Engenharia entre si.”

“Concordo plenamente…” “… que se dê mais autonomia às unidades orgânicas para que tenham um melhor desempenho, para que possam fazer uma boa prestação de serviços e apresentar projectos com entidades no exterior e com empresas. Mas para isso há que reunir correctamente as massas criticas para depois ter bons projectos e para ter bons conhecimentos.

Só daqui a quatro anos, por lei, ou com uma percentagem elevada dos membros da Assembleia da Universidade, é que se pode reestruturar de novo a UAlg., e ai a situação já esta muito mais pesada e muito mais difícil de alterar. Só num momento de crise é que se vai caminhar para uma nova situação, e é nesta situação que se passa aquilo que está transcrito do Prof. José Tribolet, dizendo mesmo ainda em relação à situação do ganha-ganha que: ” Infelizmente, isto só acontece, num contexto de crise extrema, pois os interesses instalados não acreditam, de outra forma, que, cedendo posições adquiridas, possam no final ficar melhor do que antes”.

Talvez sejam estas as razões óbvias …” “…, para possivelmente se rejeitar a tão necessitada e esperada Faculdade de Engenharia, no entanto não se tratam de razões justas nem correctas.

Será que deve ser os interesses estabelecidos a ditar a reestruturação ou deve ser o bem desta instituição e de todos a dita-lo, para que ela venha a ser uma referência?

Os Srs. “Membros da Assembleia” estão disposto a arriscar que a U.Alg., perca em nome de não sei bem o quê, a oportunidade de constituir e reunir grupos de trabalho e de massa critica, que criariam um trabalho objectivo e sério, com condições para impulsionar a U.Alg. para uma nova era e uma nova perspectiva.

Se os Srs. “Membros da Assembleia” concordam, na generalidade, com aquilo que eu digo, então, têm que concordar com a Proposta dos alunos representantes da UCTA, pois ela é a única que está baseada e fundamentada, como todo o método requer e é empreendedora para a U.Alg.”

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Apresentava-se na altura um modelo a 4 Faculdades, mas já tinha existido referências a juntar os dois sistemas em unidades orgânicas únicas.

Tendo em conta que o bem maior que é a UAlg., tem uma personalidade (Reitor – Universidade), a comandar e administrar dois sistemas, isso também se pode repercutir nas Unidades Orgânicas! Nada na actual legislação o impede, já que a junção dos dois sistemas é um dado adquirido na UAlg. e anterior à RJIES.

P.S.: Na altura o modelo de 3 faculdades proposto teria sido aprovado e hoje teríamos outra perspectiva ou não!

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A Marioneta! 23 Janeiro, 2008

Posted by tertulia ossonobensis in Universidade.
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marioneta1.jpgSegundo consta, houve eleições para eleger os membros de uma Assembleia, que vai ter como missão, alterar os estatutos da Universidade do Algarve, ou se calhar alterar a sua estrutura orgânica, ou se calhar não vai fazer nada disto.

Parece complicado, e é complicado. Mas como o meu pai diria, as coisas só são complicadas, quando nós não percebemos nada do assunto.

É esse o caso, nesta situação. Ninguém percebe, para onde vai, porque é que vão, nem como vão fazer para lá chegar. Parece o fim de noite, de um grupo de bêbedos, embora esses saibam, que vão acabar a dormir ou a comer no Papa.

Vamos lá a ver se eu percebo, como chegaram a este estado de embriaguez.

Primeiro, existe uma Assembleia da Universidade, onde uma das suas competências, é a alteração dos estatutos, não estou a perceber, o porquê de uma eleição à revelia, para criar outra assembleia; será que querem que sejam cada vez menos, o numero de marionetas que aprovam o que o Sabichão-Mor quiser?

Segundo o senado da Universidade, composto por gente tão ilustre (mas só no seu quintal), cria um regime eleitoral, para uma assembleia ilegal, mas esquece-se de aprovar a acta dessa reunião. Se isto fosse no liceu, eu diria – LOL.

Aparece, um dos cromos do costume, que não gostou que o tivessem deixado de fora do baile, e impugna o baile, ou como quem diz… ‘pára a música, até eu ter par para dançar’.

Segundo, o MC (Mestre de Cerimónias), avisado pelo seu antecessor e conhecedor de antigas caldeiradas, pensou… mais vale poucos no baile, porque se rebentar a porrada, eu sou homem que chego para eles.

Vieram as eleições, e com elas, surpresa das surpresas, os putos do bairro do MC, foram eleitos, não sabem para o que foram eleitos, mas pelo menos já têm mais uma linha no curriculum.

Terceiro, ainda ninguém sabe a música que vão tocar, alguns dizem que sabem, outros confiam no MC e depois há aqueles que só lá vão para berrar. Só espero que depois, de tanto trabalho no alinhamento, o baile não acabe como de costume – tudo na mesma, depois da porrada.

Por fim, acontece, a cena do costume, no fim das eleições (ilegais, imorais, anti-éticas, canalhas, etc.), começa o baile. Onde os presentes, primeiro felicitam-se uns aos outros pela eleição e depois, caem na onda de votar sim, a tudo o que aparece. Isto até se darem conta, que mesmo que queiram chumbar algum ponto, vão ver que os putos do bairro têm sempre maioria.

Espero que o segundo MC (Marioneta do Camano), esteja presente. Para além de ser uma vergonha ser líder eleito e ter de ir a eleições por um lugar (em dois disponíveis), num baile onde o ‘escarro’ está todo presente. Ainda corre o risco de ver algum guedelhudo ou ressabiado que seja mais eloquente do que ele. Sim, porque em níveis de esclarecimento, devem de estar todos nivelados pelo mesmo, ZERO.

Quando o baile começar, o povo vai-se animar, até à altura em que virem, que alguém pensou por eles, e pôs outras músicas no CD. Aí vão-se perguntar, afinal quem é a Marioneta?

Ou melhor, onde é que está o Palhaço que orienta a marioneta?

Só me apetece perguntar, se era para assistir a estas palhaçadas, não seria melhor chamar o Circo Cardinali e os seus macaquinhos amestrados? Se calhar produziam mais ideias, para o futuro da Universidade.

Com um bocadinho de sorte, alguma coisa vais mudar; alguns quintais vão desaparecer e até pode ser que se forme uma grande quinta e se venda um terreno velho (com Caravelas enterradas), para bancar a construção da vivenda no pinhal.

Pode ser que aí, os ilustres se dêem conta que mais uma vez, andaram a beber zurrapa em vez de tinto e ouviram grunhidos, pensando que era Vivaldi.

No final da noite de bebedeira, esperem pela ressaca, e vejam se eu não tinha razão. Vão continuar todos, no mesmo gabinete (agora já não fumam lá dentro), com os mesmos tostões no bolso e o MC a rir-se do belo concerto que deu, tendo a sua corte atrás a pedir-lhe os autógrafos do costume (neste caso por cima da linha que diz ‘Ao Portador’).

Cap. II – 10 anos a “Marinar” 3 Dezembro, 2007

Posted by riccco in Académica.
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A Associação Académica da Universidade do Algarve surge num processo longo, num tempo em que quando não se conseguia lugar numa Associação de Estudantes (AE) existente, optava-se por criar uma só para si e para os seus, chegando-se ao ponto de existir 6 (seis) Associações de Estudantes na Universidade do Algarve.

No fim de um processo longo de avaliação, com referendos à mistura, optou-se por uma AA, Associação Académica (uma só), em detrimento de uma FA, Federação Académica (conjunto de todas – e mais alguma que quisesse existir)

Posto isto estruturou-se devidamente a AA através dos estatutos para que os alunos tivessem a devida representação, apoio e acompanhamento, e assumiu-se tudo o que viria das antigas AEs.

Houve dinheiro para se fazer muita coisa, mas de forma pouco estruturada, com objectivos pouco consolidados e com pouca perspectiva – no fundo, sem estratégia.

 

Ao longo destes anos a AAUAlg tem vindo a estruturar-se e mesmo profissionalizando-se em algumas áreas de cariz administrativo e empresarial.

 

Tal situação aplicou-se aos serviços da AAUAlg – serviços que herdou das antigas AEs, que na altura achavam que isso lhes trazia dinheiro, e outros serviços que a AA veio a criar, mas que na sua essência são serviços que deveriam ser prestados pelos Serviços de Acção Social e pela UAlg (nada como ir tomar o pequeno almoço às 6 da manhã ou comer a ceia à uma da manhã numa cantina dos Serviços de Acção Social da Universidade Coimbra e isto tudo no centro da cidade).

 

Aos serviços da AAUAlg (incluindo a Semana Académica), foram providenciados meios, ainda com a mentalidade de que isso permitiria obter recursos para aplicar nas actividades base da AAUlg, mas o que se verifica nos últimos anos é que esses serviços não têm evoluído o suficiente para tal, pagando-se exclusivamente a si mesmo. Tal denota que essa politica, não tem sido frutífera a não ser na manutenção dos serviços, onde o ganho do estudante é o possível controlo dos preços que a AAUAlg pode exercer.

 

Mas no que toca aos serviços de essência de uma estrutura de associação de estudantes, nunca foram tomadas medidas que prevalecessem e que poriam à disposição dos estudantes apoios contínuos e de forma permanente, enquanto decorriam os seus estudos.

 

Até hoje a AAUAlg não conseguiu ter e dar um apoio de forma continua nas áreas da acção social, cultural e na sobretudo pedagogia. Até mesmo no desporto teve momentos incertos.

 

Tudo o que se refere à formação do aluno como pessoa e o seu acompanhamento na Instituição, encontra-se por estruturar e fazer.

 

Houve momentos ao longo dos 10 anos que existiram exemplos de apoio nas áreas essenciais ao estudante, mas logo se desvaneceram com uma nova Direcção Geral (DG), levando a que se caísse novamente nos erros e enganos por ausência de uma plataforma contínua e estável.

                                      

Isso denota-se nos Núcleos Pedagógicos (NP), que como primeira linha de contacto dos estudantes, existem para seu acompanhamento nos seus problemas e dificuldades, bem como para levar alguma das pertinências existentes com eles à DG, para permitir uma actuação global, não funcionam. São os primeiros quase a desresponsabilizarem-se das suas funções. Quando a DG toma a decisão de actuar, é ela que passa o tempo todo a puxar pelos NP.

 

A verdade é que os elementos dos NP e também dos órgãos da UAlg, não fazem ideia dos objectivos que têm de atingir, nem as iniciativas que têm de tomar.

 

Existem estudantes que se candidatam nas listas da DG, porque acham que vão decidir as bandas da Semana Académica ou Semana de Recepção ao Caloiro.

 

Ou seja os estudantes acabam por ver a sua função na DG como se ela fosse, e citando alguém, uma comissão de bailes e festas lá da aldeia.

 

A essência da AAUalg está por cumprir e encontra-se a “Marinar” há dez anos.

 

 

Lá de vez em quando o churrasco não se queima.

Cap. I – Tudo tem a sua proporção!? 18 Novembro, 2007

Posted by tertulia ossonobensis in Académica.
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Há pouco tempo atrás, foi celebrado o aniversário da Associação Académica da Universidade do Algarve. O local das celebrações até nem é desconhecido e a festa até foi engraçada, embora seja uma pena não ter havido bebidas alcoólicas (nem champanhe, nem medronho, nem whisky – cola).

 

Será que a tradição das festas de estudantes, já não é o que era? Se calhar, os meninos em dia de festa, dizem que não bebem ou não sabem beber ao pé dos papás e dos stôres. O que me faz vir à ideia, uma de duas coisas, ou a hipocrisia, já vem do berço ou qualquer dia, temos meias-de-leite e torradas, nas barraquinhas da Semana Académica.

 

Não sei se foi pela falta de álcool, na sua devida proporção, mas o que é certo, é que a festa da AA, parecia um retrato da sua própria existência.

 

Os cromos que todos conhecem, apareceram logo no início, e quando o baile começou (sim, os tunos tinham de ir pró palco), deixou de entrar gente. O recinto estava a ¼ da sua lotação. Até parece que estavam a fazer uma analogia, com as direcções da AA, onde os cromos conhecidos, entram logo em cena, mas depois só uma parte deles é que fica para bater palmas.

 

Continuando com as aparências, o baile no palco ia prosseguindo, mas sem corridinho e com malabaristas – sinais dos tempos!

 

O tempo ia passando e salvava-se a Rádio, a fazer o papel de Gata Borralheira. Ela que sempre foi o parente pobre e esquecido; em vez de ter sido o filho pródigo de um casamento entre a Associação e a Reitoria, acabou por ser o Bastardo, fruto de uma ‘One-night-stand’, com o progenitor a desculpar-se com a bebedeira e a dizer que não se lembra de nada e a mãe Associação, que tem outros filhos para dar de mamar, empurra esta cria para o curral de outros. Conclusão e moral da estória, quando há heranças, o Bastardo fica com ZERO absoluto, em vez de ficar Zen com o Absolut.

 

Como em todos os bailes, este também teve o seu interregno, mas em vez de ser para dar as famosas palmadinhas nas costas, ou noutras partes, à escolha dos intervenientes. Serviu apenas, para devorar os pastéis e croquetes (poucos) à disposição dos cromos velhos e barrigudos, que por lá pulavam. Ai se isto tivesse sido no tempo de outro Senhor… até leitão tinha havido, eram m&rd@s a sério – sinais da crise, que o governo grita.

 

Depois do interregno, acontecem sempre duas coisas; aqueles que continuam com fome, bazam antes que fique tarde, os que continuam, começam a interrogar-se. E invariavelmente as questões são, falta cá este?, esqueceram-se de convidar aquele?, se tivessem feito as coisas de outra maneira, tinham casa cheia?

 

Chega-se sempre às mesmas conclusões, isto não passa de uma brincadeira de crianças; mas o problema persiste, quando se tornam homenzinhos e continuam a brincar às crianças, lá prós lados de S.Bento, ou numa câmarazinha perto de si.