Cap. II – 10 anos a “Marinar” 3 Dezembro, 2007
Posted by riccco in Académica.add a comment
A Associação Académica da Universidade do Algarve surge num processo longo, num tempo em que quando não se conseguia lugar numa Associação de Estudantes (AE) existente, optava-se por criar uma só para si e para os seus, chegando-se ao ponto de existir 6 (seis) Associações de Estudantes na Universidade do Algarve.
No fim de um processo longo de avaliação, com referendos à mistura, optou-se por uma AA, Associação Académica (uma só), em detrimento de uma FA, Federação Académica (conjunto de todas – e mais alguma que quisesse existir)
Posto isto estruturou-se devidamente a AA através dos estatutos para que os alunos tivessem a devida representação, apoio e acompanhamento, e assumiu-se tudo o que viria das antigas AEs.
Houve dinheiro para se fazer muita coisa, mas de forma pouco estruturada, com objectivos pouco consolidados e com pouca perspectiva - no fundo, sem estratégia.
Ao longo destes anos a AAUAlg tem vindo a estruturar-se e mesmo profissionalizando-se em algumas áreas de cariz administrativo e empresarial.
Tal situação aplicou-se aos serviços da AAUAlg – serviços que herdou das antigas AEs, que na altura achavam que isso lhes trazia dinheiro, e outros serviços que a AA veio a criar, mas que na sua essência são serviços que deveriam ser prestados pelos Serviços de Acção Social e pela UAlg (nada como ir tomar o pequeno almoço às 6 da manhã ou comer a ceia à uma da manhã numa cantina dos Serviços de Acção Social da Universidade Coimbra e isto tudo no centro da cidade).
Aos serviços da AAUAlg (incluindo a Semana Académica), foram providenciados meios, ainda com a mentalidade de que isso permitiria obter recursos para aplicar nas actividades base da AAUlg, mas o que se verifica nos últimos anos é que esses serviços não têm evoluído o suficiente para tal, pagando-se exclusivamente a si mesmo. Tal denota que essa politica, não tem sido frutífera a não ser na manutenção dos serviços, onde o ganho do estudante é o possível controlo dos preços que a AAUAlg pode exercer.
Mas no que toca aos serviços de essência de uma estrutura de associação de estudantes, nunca foram tomadas medidas que prevalecessem e que poriam à disposição dos estudantes apoios contínuos e de forma permanente, enquanto decorriam os seus estudos.
Até hoje a AAUAlg não conseguiu ter e dar um apoio de forma continua nas áreas da acção social, cultural e na sobretudo pedagogia. Até mesmo no desporto teve momentos incertos.
Tudo o que se refere à formação do aluno como pessoa e o seu acompanhamento na Instituição, encontra-se por estruturar e fazer.
Houve momentos ao longo dos 10 anos que existiram exemplos de apoio nas áreas essenciais ao estudante, mas logo se desvaneceram com uma nova Direcção Geral (DG), levando a que se caísse novamente nos erros e enganos por ausência de uma plataforma contínua e estável.
Isso denota-se nos Núcleos Pedagógicos (NP), que como primeira linha de contacto dos estudantes, existem para seu acompanhamento nos seus problemas e dificuldades, bem como para levar alguma das pertinências existentes com eles à DG, para permitir uma actuação global, não funcionam. São os primeiros quase a desresponsabilizarem-se das suas funções. Quando a DG toma a decisão de actuar, é ela que passa o tempo todo a puxar pelos NP.
A verdade é que os elementos dos NP e também dos órgãos da UAlg, não fazem ideia dos objectivos que têm de atingir, nem as iniciativas que têm de tomar.
Existem estudantes que se candidatam nas listas da DG, porque acham que vão decidir as bandas da Semana Académica ou Semana de Recepção ao Caloiro.
Ou seja os estudantes acabam por ver a sua função na DG como se ela fosse, e citando alguém, uma comissão de bailes e festas lá da aldeia.
A essência da AAUalg está por cumprir e encontra-se a “Marinar” há dez anos.
Lá de vez em quando o churrasco não se queima.
Cap. I – Tudo tem a sua proporção!? 18 Novembro, 2007
Posted by tertulia ossonobensis in Académica.1 comment so far
Há pouco tempo atrás, foi celebrado o aniversário da Associação Académica da Universidade do Algarve. O local das celebrações até nem é desconhecido e a festa até foi engraçada, embora seja uma pena não ter havido bebidas alcoólicas (nem champanhe, nem medronho, nem whisky – cola).
Será que a tradição das festas de estudantes, já não é o que era? Se calhar, os meninos em dia de festa, dizem que não bebem ou não sabem beber ao pé dos papás e dos stôres. O que me faz vir à ideia, uma de duas coisas, ou a hipocrisia, já vem do berço ou qualquer dia, temos meias-de-leite e torradas, nas barraquinhas da Semana Académica.
Não sei se foi pela falta de álcool, na sua devida proporção, mas o que é certo, é que a festa da AA, parecia um retrato da sua própria existência.
Os cromos que todos conhecem, apareceram logo no início, e quando o baile começou (sim, os tunos tinham de ir pró palco), deixou de entrar gente. O recinto estava a ¼ da sua lotação. Até parece que estavam a fazer uma analogia, com as direcções da AA, onde os cromos conhecidos, entram logo em cena, mas depois só uma parte deles é que fica para bater palmas.
Continuando com as aparências, o baile no palco ia prosseguindo, mas sem corridinho e com malabaristas – sinais dos tempos!
O tempo ia passando e salvava-se a Rádio, a fazer o papel de Gata Borralheira. Ela que sempre foi o parente pobre e esquecido; em vez de ter sido o filho pródigo de um casamento entre a Associação e a Reitoria, acabou por ser o Bastardo, fruto de uma ‘One-night-stand’, com o progenitor a desculpar-se com a bebedeira e a dizer que não se lembra de nada e a mãe Associação, que tem outros filhos para dar de mamar, empurra esta cria para o curral de outros. Conclusão e moral da estória, quando há heranças, o Bastardo fica com ZERO absoluto, em vez de ficar Zen com o Absolut.
Como em todos os bailes, este também teve o seu interregno, mas em vez de ser para dar as famosas palmadinhas nas costas, ou noutras partes, à escolha dos intervenientes. Serviu apenas, para devorar os pastéis e croquetes (poucos) à disposição dos cromos velhos e barrigudos, que por lá pulavam. Ai se isto tivesse sido no tempo de outro Senhor… até leitão tinha havido, eram m&rd@s a sério – sinais da crise, que o governo grita.
Depois do interregno, acontecem sempre duas coisas; aqueles que continuam com fome, bazam antes que fique tarde, os que continuam, começam a interrogar-se. E invariavelmente as questões são, falta cá este?, esqueceram-se de convidar aquele?, se tivessem feito as coisas de outra maneira, tinham casa cheia?
Chega-se sempre às mesmas conclusões, isto não passa de uma brincadeira de crianças; mas o problema persiste, quando se tornam homenzinhos e continuam a brincar às crianças, lá prós lados de S.Bento, ou numa câmarazinha perto de si.