Cap. I – Tudo tem a sua proporção!? 18 Novembro, 2007
Posted by tertulia ossonobensis in Académica.trackback
Há pouco tempo atrás, foi celebrado o aniversário da Associação Académica da Universidade do Algarve. O local das celebrações até nem é desconhecido e a festa até foi engraçada, embora seja uma pena não ter havido bebidas alcoólicas (nem champanhe, nem medronho, nem whisky – cola).
Será que a tradição das festas de estudantes, já não é o que era? Se calhar, os meninos em dia de festa, dizem que não bebem ou não sabem beber ao pé dos papás e dos stôres. O que me faz vir à ideia, uma de duas coisas, ou a hipocrisia, já vem do berço ou qualquer dia, temos meias-de-leite e torradas, nas barraquinhas da Semana Académica.
Não sei se foi pela falta de álcool, na sua devida proporção, mas o que é certo, é que a festa da AA, parecia um retrato da sua própria existência.
Os cromos que todos conhecem, apareceram logo no início, e quando o baile começou (sim, os tunos tinham de ir pró palco), deixou de entrar gente. O recinto estava a ¼ da sua lotação. Até parece que estavam a fazer uma analogia, com as direcções da AA, onde os cromos conhecidos, entram logo em cena, mas depois só uma parte deles é que fica para bater palmas.
Continuando com as aparências, o baile no palco ia prosseguindo, mas sem corridinho e com malabaristas – sinais dos tempos!
O tempo ia passando e salvava-se a Rádio, a fazer o papel de Gata Borralheira. Ela que sempre foi o parente pobre e esquecido; em vez de ter sido o filho pródigo de um casamento entre a Associação e a Reitoria, acabou por ser o Bastardo, fruto de uma ‘One-night-stand’, com o progenitor a desculpar-se com a bebedeira e a dizer que não se lembra de nada e a mãe Associação, que tem outros filhos para dar de mamar, empurra esta cria para o curral de outros. Conclusão e moral da estória, quando há heranças, o Bastardo fica com ZERO absoluto, em vez de ficar Zen com o Absolut.
Como em todos os bailes, este também teve o seu interregno, mas em vez de ser para dar as famosas palmadinhas nas costas, ou noutras partes, à escolha dos intervenientes. Serviu apenas, para devorar os pastéis e croquetes (poucos) à disposição dos cromos velhos e barrigudos, que por lá pulavam. Ai se isto tivesse sido no tempo de outro Senhor… até leitão tinha havido, eram m&rd@s a sério – sinais da crise, que o governo grita.
Depois do interregno, acontecem sempre duas coisas; aqueles que continuam com fome, bazam antes que fique tarde, os que continuam, começam a interrogar-se. E invariavelmente as questões são, falta cá este?, esqueceram-se de convidar aquele?, se tivessem feito as coisas de outra maneira, tinham casa cheia?
Chega-se sempre às mesmas conclusões, isto não passa de uma brincadeira de crianças; mas o problema persiste, quando se tornam homenzinhos e continuam a brincar às crianças, lá prós lados de S.Bento, ou numa câmarazinha perto de si.
Para quem se esquece de convidar pessoas que pertenceram a vários orgaos da AAUAlg tipo o Bernardo ou o Adriano, não é de admirar que as coisas andem com ar de “mofo”